As olimpíadas e as opiniões contraditórias

 

Há sete anos, “Chegou a nossa hora”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Copenhague, na Dinamarca, ao defender diante do Comitê Olímpico Internacional (COI) a candidatura do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016.

 

Muitas pessoas refutaram o discurso como absurdo e que o País não teria condições de arcar com um evento esportivo deste porte.

Talvez tivessem razão.

 

Durante sete anos, Dilma Roussef proporcionou condições para que o evento olímpico acontecesse no Brasil.

 

Muitos execraram a conduta da Presidente, achando que não era hora do País utilizar os seus recursos financeiros e humanos para este empreedimento.

Talvez tivessem razão.

 

Em 2016, as olimpíadas ocorreram no período transitório do temerário. Muitos ufânicos e patrióticos acreditaram que a Olimpíada foi um sucesso. Estes mesmos que foram contrários antes.

 

Talvez tenham razão (?)2010_bom-senso-600x450

Momentos e encontros

 

13692957_1067421813349636_2197970395581522697_oFonte da ilustração: Foto do amigo escritor, poeta e fotógrafo Wilson Rosa da Fonseca.

Há momentos em que a multidão restringe os movimentos, os passos, os suspiros e outros em que a solidão prevalece em espaços vazios, produzindo estranhamentos em nossos mundos.

Há momentos de abastança, festas eloquentes e climas de euforia. Outros de espanto, pobreza e medo.

Há momentos de certeza, outros desconfiança.

Há momentos de temperança e tolerância. Outros em guerra lutando por paz.

Há momentos de entusiasmo, criatividade e procuras, outros de trabalho e suor.

Há momentos de prazer, de excessos e devaneios, outros de reflexões e dúvidas.

Há momentos que se cruzam, que se interpõem e se unem, ou morrem ou se recriam.

Por isso pergunta-se: por que lá fora o frio, a dor, o medo, a angústia, o sofrimento?

Quem sabe aqui, também, hospitais a céu aberto, onde as feridas não curam e os algozes as aceleram.

A vida, às vezes, ecoa sonora e musical, lá fora. E aqui, retumba surdo o som que some e não se assume.

Quem sou eu nestes encontros? Quem somos nós? Um mundo sem fim? Uma verdade sem dor? Uma dor irreal?

Talvez bastem apenas os momentos, aqueles que se atravessem nas fronteiras, que se encontrem e se mirem. Mirar produz o elo, porque o outro é espelho de mim.